sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Por minha culpa

Hoje, hoje eu tenho todo o tempo que não dei.
Todo o tempo que não quis ou não pude te dá,
Hoje ele é todo meu, tanto e só meu que, sozinho,
Nessa solidão tão doída, não tenho com quem dividi-lo,
Se arrasta lento nas horas, se faz caminho sombrio
Indo a lugar nenhum apenas indo te buscar na saudade.
Hoje o tempo, a mim, se entrega todo e não sei
Se por ironia, por mero desejo de me ver chorar
Sozinho essa saudade de nós dois que só agora
Eu sei, é minha culpa. Hoje, o tempo é meu,
O silêncio, a solidão é minha,, a vontade
De te ter nos braços é só minha. A necessidade
De gritar essa angustia que me toma, invade a alma,
E a faz gritar: desculpa... ainda te amo, como se
Não fosse tarde para isso. Hoje, ombros curvos,
Cabeça baixa. passos trôpegos, voz reticente...
Quase sem ser voz, vou indo, olhando os amanhãs
Como se a esperança, desde ontem estivesse morta,
Porque eu não soube que o tempo que não dei
Hoje, se faria eterno para essa tanta tristeza
Para essa tanta ausência tua...por minha culpa


José João
13/10/2.017

Não me amas mas... eu te amo

Ora, se a mim dizes não mais querer-me
Dou-me ao prazer de sentir tua saudade
Te permites por direito não mais ser minha
A mim permito que sejas tu minha verdade

Se ironizas meu querer, meu jeito de amar
Se afirmas ser ridículo meu modo de sentir
Que te dê a vida todo esse direito que é teu
Mas te amar esse é um direito todo e só meu 

Te amar não quer dizer que sejas minha,
Não quer dizer que te obrigue a aceitar-me
Nem também que deveria estar contigo

Te amar e não querer-me que posso eu fazer?
Apenas calar, mas a mim não  podes proibir
Que pra onde eu vá, sempre te leve comigo


José João
13/10/2.017


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

No adeus...é melhor calar

Tristes são todos os adeus, mas alguns...
Ah! Alguns são mais doídos que todos,
Até mais que aqueles que foram gritados
Com os olhos no silêncio das lágrias,
Alguns, nem o tempo permite esquecer
Porque se fazem mais que dor, se fazem
Remorso que a alma chorará para sempre,
É no adeus onde as palavras vêm do nada
E nada dizem, a não ser aumentar a dor
Que no momento não passa disso, mas...
Depois, essas palavras fazem eco na alma,
Se fazem um grito sonoro do tempo e,
O arrependimento do ter dito, a angustia,
Se fazem tão vivas que os olhos se enchem
Com as lágrimas que não foram choradas
Quando as palavras que vieram do nada
E nada disseram foram ditas... aí a dor
É maior e, uma vergonha, como se fosse
Tristeza, invade até a alma, e se chora
Como se fosse um pedido de perdão
Que não pode mais ser ouvido.

José João
12/10/2.017

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Amar... amar ...

Apenas o amar me basta, amar é como viver...
É estar pleno, vivo, cheio de sonhos e sonhar
É  fazer a beleza estar em todo e qualquer lugar
E deixar na alma quem só você pode guardar

É  saber-se livre mesmo preso a um só pensar
Na prazerosa inquietação de apenas se entregar
Ser a medida certa, nem ser muito nem ser pouco
É o prazer incontido de por tanta alegria chorar

Amar... é como se viver fosse além de sonhar
Assim, como uma magia que faz a gente flutuar,.
Voar, ir além, muito além sem nem sair do lugar

Amar, é brincar de dar nome a cada estrela, 
De poder vê-las, todas, refletidas num olhar
É... hoje a solidão me cobrou esse lembrar


José João
11/10/2.017



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