quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Nada de ti falta em mim

Ontem, me permiti, sem me importar com a distância...
Nem com o tempo, te trazer de dentro dos sonhos
Pra dentro de mim, te fazer minha, na plenitude
De um sentir, de uma entrega sem medo dos prantos
Que viriam, e assim me fiz teu, como se outra vez
Fosse sempre. Percebi que em mim tu estás completa,
Nada de ti falta em minha alma, com teu sorriso
Ela sorri, se perfuma com teu perfume, até os sonhos
Que sonhavas ela fez meus para sonhar por nós dois.
Me perco dentro de uma solidão que me cativa 
Ao te trazer com a saudade que até parece alegre,
Ainda que algumas vezes meus olhos, cheios de ti,
Sorriam em lágrimas que te escrevem em meu rosto.
Nada de ti falta em mim. Até o encanto dos detalhes
Que se fizeram eternos em cada momento nosso
Te trazem inteira a me cercar entre os devaneios
Que a alma insiste em, deles, fazer verdades.
Nada de ti falta em mim, as vezes me perco de mim
Para que me ocupes todo e me fazer completo

José João
17/08/2.017


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Um pedaço de tempo perdido

Minhas lágrimas parecem palavras tristes
Que os olhos gritam, caminham no meu rosto
Como se fossem histórias que a alma conta,
Se fazem poesias inacabadas escritas no vazio de mim.
Perdi os sonhos que sonhei, todos eles, foram levados,
Arrancados como se não tivessem sido meus.
Como sonhei! Sonhei com caminhos floridos,
Com noites de luar, numa terna solidão a dois,
Com sussurros de palavras que não precisavam
Ser entendidas... nem ditas! Com tudo isso sonhei!
Ah! Se eu soubesse que todos eles se fariam dor!
Ninguém disse que os sonhos, quando se vão,
Doem tanto, tanto que a saudade chega em prantos,
A solidão, num silêncio que grita dentro da gente,
Diz que chorar é uma oração, e os olhos choram...
Sem que se queira chorar e, viver (rsrs) viver ...
Se faz apenas um pedaço de tempo perdido
Que por mais que se queira... não se faz vida.


José João
14/08/2.017

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Detalhes... são como gotas de orvalho numa flor

A solidão ri em gargalhadas frias, de som estridente,
Quando a ausência se faz viva pelo adeus que foi dito,
E grita, sim, se a tristeza pergunta se pode chegar.
Fica a saudade na alma, nos olhos, o pranto e um vazio
Que toma tudo, até, algumas vezes, a vontade de viver.
A vida se espreme entre dores, entre angustias e medos,
Os amanhãs se perdem na noite mal dormida e triste,
E as poesias, escritas avulso, não precisam de beleza,
Para se fazer poesia apenas a dor precisa ser escrita
Para que não sufoque tanto um coração tão carente
Que pulsa pela teimosia de apenas pulsar, gritando
Em desespero e dizendo que blasfêmias são orações
De clamor pela tanta dor que a alma sente e chora.
E uma pressa de ir, sem saber pra onde, ou ficar
Sem ter onde estar, onde se estiver é a mesma dor,
São as mesmas lágrimas, o mesmo lembrar. 
É triste o vazio que a ausência traz, até os detalhes,
Aqueles despercebidos, com a ausência se fazem tão grandes
Que contam histórias que nem se percebia que fossem
Tão importantes, tanto que a saudade os traz primeiro,
E são sempre eles, que nos faz sorrir, mesmo tristes.
Detalhes...são como gotas de orvalho numa flor.


José João
11/07/2.017


Pra mim... isso ainda é amar.

Minhas poesias, por tanta dor de saudade,
Se fazem em versos perdidos, em rimas malvestidas,
Como fossem restos, trapos de tempo passando
Como fotografias desbotadas, sem brilho,
Pelos olhos da alma que se perde em tantos prantos.
Clamo, em rezas ou em cantos, que essa dor ...
Essa dor que tanto dói e aflige se faça menor
E, pelo menos, me deixe alguns retalhos de sonhos
Que, mesmo tristes, me permitam dizer que vivi.
Pedaços de tempo, de vida, de mim, se confundem
Em poemas silenciosos que a alma se recusa
Declamar, e em solene segredo se faz tão silêncio
Que até o pensamento se cala tentando ouvir.
Por vezes, um sorriso triste, como fosse lágrima
Que os lábios choram num fingido sorrir,
Me enfeitam o rosto e fico, demente, a perguntar
O que é dor, o que é saudade, o que é amar,
Sentir dentro de peito um pulsar convulsivo
Como se até o coração chorasse em prantos.
Para alguns isso é ridículo, para mim é ...
Amar, ainda.

José João
11/08/2.017

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