terça-feira, 29 de agosto de 2017

Só um coisa me importa

Que se faça a tristeza perene grito da alma,
A mim rsrsts não importa e nem reclamo
Que não me seja na vida permitido sorrir
rsrsr a mim não importa assim mesmo vivi

Que a solidão me cerque entre os vazios
E do tudo que senti faça uma história morta,
Pode a angustia se parir em mórbidos cios
Zombo do tempo e lhe pergunto: que importa?

Se lágrimas tristes brincarem em meu rosto
Algumas até gritando o desespero da alma
Haverá que quem diga com tudo isso posto

Que sou louco, até dizem, coitado de mim
Mas na verdade só uma coisa me importa
Essa saudade tua que me faz vivo e conforta

José João
29/08/2.018

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Essa tanta saudade tua!

As vezes me pergunto o que seria de mim 
Sem essa saudade tua! Nunca me deixaste,
Tento fugir de mim, para fugir de nós,
Procuro outros momentos, fitar outros olhos,
Mas dentro deles tu estás e até vejo teu sorriso.
Vivo a ilusão de que ainda estás aqui, perto de mim.
Saudades e magoas são divididas com a alma
Numa estranha maneira de ainda te amar, 
É como se o tempo tivesse dividido contigo
Minha existência, não passa, sem que nele
Não estejas a cada momento. As vezes sorrio,
Outras vezes choro, chego a fingir que estás perto,
Minhas lágrimas, num silencioso cantar triste,
(Só a alma escuta o canto de minhas lágrimas)
Cantam teu nome nome num suave murmurar 
Em que chorar é o mesmo que dizer: te amo.
Essa saudade, essa tanta saudade que vai
Até muito além de mim, é como se fosse
Preciso para que esse meu sentir se fizesse 
Perfeito, para sempre, como só a saudade
Sabe fazer.

José João
28/08/2.018

sábado, 26 de agosto de 2017

Se pelo menos soubesse onde estás...

De joelhos, em orações gritadas pela alma
Que se contorce em angustia por esperar tanto,
Em solene contrição pergunto, com voz reticente,
Onde estás? Te procurei por toda uma vida,
Já é mais de meio dia, já é quase bem tarde
E ainda não te encontrei, te mandei poesias,
Como se fossem recados que minha vida manda
Dizendo que não tem sentido essa tanta espera.
Te procurei por caminhos que nem sabia percorrer,
Como louco, busquei o reflexo de teus olhos
Nas estrelas, pedi silêncio ao tempo pra te ouvir,
Ouvir tua voz, Te mandei recados cheios de mim
Nas lágrimas que deixei cair no mar em inocente
Pedir, que te encontrassem, te falassem de nós,
Gritei tantos nomes, um deles devia ser teu,
E até, como demente amante, pedi a brisa
Que levasse, com carinho, e empurrasse o eco
De minha voz chorosa e triste até onde estás.
Estou aqui te esperando, entre lembranças
Que não tenho, entre sonhos que ainda não sonhei
Te esperando chegar para... sonharmos juntos...
Se ainda tivermos tempo.


José João
26/08/2.017


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ah! Se todos soubessem o que é amar!

Como sinto pena daqueles que riem quando eu choro
Mas que nunca sentiram a alegria, mesmo triste,
De uma saudade, de buscarem momentos vividos,
De sorrirem sozinhos na terna loucura dos amantes
rsrsrs que parecem ridiculamente com gente que ama,
Que se entregam ao amar sem medo de lágrimas,
Sem medo dos amanhãs, e se tiver que chorar... chora.
Choro se a dor é maior que eu, mas por maior que seja,
Nunca será do tamanho do sentimento que senti e vivi.
Choro se a saudade insiste em me fazer chorar,
Aos amantes é permitido tudo isso, a eles, com certeza,
Só não é permitido não ter lembranças, não ter sonhos,
Não ter guardados na alma, beijos que nem foram dados,
Saudade de momentos que não aconteceram...
Também não é permitido que não viagem no caminho
Que o por do sol desenha no mar, estrada mágica
Que leva o amante além, muito além, até do tempo...
Que o leva onde apenas ele pode chegar. O amante
Caminha por estradas sem chão, sonha com os olhos
Abertos brincando de voar em horizontes distantes...
Sinto pena... de quem não sabem o que é estar vivo.

José João
22/08/2.017


Solidão

Solidão... sombra escondida na noite
A tomar conta do tempo, afagando tristezas,
Esgueirando-se pelas paredes, entre os vazios
Que um adeus deixou, fazendo que as lágrimas
Se atirem dos olhos e brilhem, mesmo na escuridão.
O silêncio se faz senhor, cada hora parece ser
A conta de um rosário para que a oração se faça 
Do tamanho da dor que a alma carente chora.
O pensamento corre buscando momentos
Que há muito se apagaram, buscando horizontes
Que nem existem mais, se perderam, se foram
Para onde nem os sonhos alcançam mais...
A saudade me vem, devagar, desde a alma,
Tímida, como se não soubesse a hora de chegar,
Tenta enxugar as lágrimas, traz alguns sorrisos
Que mesmo tristes insistem em ficar, brincar
De provocar os olhos que choram, como se eles,
Os sorrisos, não fossem como lágrimas também.
E a solidão... enche toda a noite e, paciente,
Espera o alvor do dia e... continua sendo solidão.

José João
22/08/2.017

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Nada de ti falta em mim

Ontem, me permiti, sem me importar com a distância...
Nem com o tempo, te trazer de dentro dos sonhos
Pra dentro de mim, te fazer minha, na plenitude
De um sentir, de uma entrega sem medo dos prantos
Que viriam, e assim me fiz teu, como se outra vez
Fosse sempre. Percebi que em mim tu estás completa,
Nada de ti falta em minha alma, com teu sorriso
Ela sorri, se perfuma com teu perfume, até os sonhos
Que sonhavas ela fez meus para sonhar por nós dois.
Me perco dentro de uma solidão que me cativa 
Ao te trazer com a saudade que até parece alegre,
Ainda que algumas vezes meus olhos, cheios de ti,
Sorriam em lágrimas que te escrevem em meu rosto.
Nada de ti falta em mim. Até o encanto dos detalhes
Que se fizeram eternos em cada momento nosso
Te trazem inteira a me cercar entre os devaneios
Que a alma insiste em, deles, fazer verdades.
Nada de ti falta em mim, as vezes me perco de mim
Para que me ocupes todo e me fazer completo

José João
17/08/2.017


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Um pedaço de tempo perdido

Minhas lágrimas parecem palavras tristes
Que os olhos gritam, caminham no meu rosto
Como se fossem histórias que a alma conta,
Se fazem poesias inacabadas escritas no vazio de mim.
Perdi os sonhos que sonhei, todos eles, foram levados,
Arrancados como se não tivessem sido meus.
Como sonhei! Sonhei com caminhos floridos,
Com noites de luar, numa terna solidão a dois,
Com sussurros de palavras que não precisavam
Ser entendidas... nem ditas! Com tudo isso sonhei!
Ah! Se eu soubesse que todos eles se fariam dor!
Ninguém disse que os sonhos, quando se vão,
Doem tanto, tanto que a saudade chega em prantos,
A solidão, num silêncio que grita dentro da gente,
Diz que chorar é uma oração, e os olhos choram...
Sem que se queira chorar e, viver (rsrs) viver ...
Se faz apenas um pedaço de tempo perdido
Que por mais que se queira... não se faz vida.


José João
14/08/2.017

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Detalhes... são como gotas de orvalho numa flor

A solidão ri em gargalhadas frias, de som estridente,
Quando a ausência se faz viva pelo adeus que foi dito,
E grita, sim, se a tristeza pergunta se pode chegar.
Fica a saudade na alma, nos olhos, o pranto e um vazio
Que toma tudo, até, algumas vezes, a vontade de viver.
A vida se espreme entre dores, entre angustias e medos,
Os amanhãs se perdem na noite mal dormida e triste,
E as poesias, escritas avulso, não precisam de beleza,
Para se fazer poesia apenas a dor precisa ser escrita
Para que não sufoque tanto um coração tão carente
Que pulsa pela teimosia de apenas pulsar, gritando
Em desespero e dizendo que blasfêmias são orações
De clamor pela tanta dor que a alma sente e chora.
E uma pressa de ir, sem saber pra onde, ou ficar
Sem ter onde estar, onde se estiver é a mesma dor,
São as mesmas lágrimas, o mesmo lembrar. 
É triste o vazio que a ausência traz, até os detalhes,
Aqueles despercebidos, com a ausência se fazem tão grandes
Que contam histórias que nem se percebia que fossem
Tão importantes, tanto que a saudade os traz primeiro,
E são sempre eles, que nos faz sorrir, mesmo tristes.
Detalhes...são como gotas de orvalho numa flor.


José João
11/07/2.017


Pra mim... isso ainda é amar.

Minhas poesias, por tanta dor de saudade,
Se fazem em versos perdidos, em rimas malvestidas,
Como fossem restos, trapos de tempo passando
Como fotografias desbotadas, sem brilho,
Pelos olhos da alma que se perde em tantos prantos.
Clamo, em rezas ou em cantos, que essa dor ...
Essa dor que tanto dói e aflige se faça menor
E, pelo menos, me deixe alguns retalhos de sonhos
Que, mesmo tristes, me permitam dizer que vivi.
Pedaços de tempo, de vida, de mim, se confundem
Em poemas silenciosos que a alma se recusa
Declamar, e em solene segredo se faz tão silêncio
Que até o pensamento se cala tentando ouvir.
Por vezes, um sorriso triste, como fosse lágrima
Que os lábios choram num fingido sorrir,
Me enfeitam o rosto e fico, demente, a perguntar
O que é dor, o que é saudade, o que é amar,
Sentir dentro de peito um pulsar convulsivo
Como se até o coração chorasse em prantos.
Para alguns isso é ridículo, para mim é ...
Amar, ainda.

José João
11/08/2.017

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Esperando acontecer

Na noite escura em choroso pensar
Buscando os sonhos que um dia sonhei
Me vem a imagem de um anjo mulher
Imagem que juro, juro, que nunca esperei
Mas chega impondo seu doce chegar
A dizer-me sorrindo que só a ela amei

Dou-me ao servir e a apenas calar
Me assento no tempo, silêncio contrito
Enquanto a alma num copioso chorar
Me deixa deveras, bastante aflito
E num furor que de onde vem eu não sei
Me toma e demente só blasfêmias eu grito

Me vem de longe, de um distante pensar
Uma história que, cheio de prantos vivi,
Foi um adeus tão doído que agora eu juro
Tão tormentoso que nego dizer que um dia senti
Mas marcas de lágrimas que ficaram no rosto
Não permitem que sobre essa dor possa mentir

Nos versos que canto, no pranto que choro
Nos poemas que escrevo completos ou não
Neles me ponho a contar uma história
Dessas que fazem vivo qualquer coração
De uma entrega que apesar de ser triste
É toda beleza e da alma, viver é a razão

Se nas noites escuras me dou ao prazer
De, na relva sentado, entregar-me ao tempo
Rezando orações que não sei de onde vêm
Mas pedindo humilde que lhes levem o vento
Mas ventos que vão não voltam jamais
Assim, escuto o silêncio e até me contento

Mas não hei de parar por aqui meu pensar
Nem hei de ficar apenas calado sem nada dizer
Vou deixar que a alma de pássaro se faça  
E em livre voar, em serenos volteios possa fazer
Que o tempo se dobre, se curve se entorte
E que possamos, eu e ela, nessa vida viver


José João
04/08/2.017


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